Unidades de recebimento de resíduos de gesso:
                                                                                                    

 ATT – Multilix

Endereço – Rod. Fernão Dias , Km 88,7 – Itapegica – Guarulhos

Ponto de Referência – Estamos há 200 m da Rod. Presidente Dutra sentido SP em frente Motel Acapulco.

Contato : Sergio - 7724-2604

Fones: 2241-0006 / 2242-5784

Horário de funcionamento : 24 horas de Segunda a Domingo

Fornecemos CTR – Controle de Transporte de Resíduos


Engessul
Rua Lorival Ramos, s/n – Vila Nova*
Imbituba, SC
Tel.: (48) 3255-0550

Gramadus
Julio Alves Rios
Av. Centauro, 645 - Distrito Industrial Riacho das Pedras
32242-000 - Contagem - MG
Tel.: (31) 3396-1511

Morelix
Antonio Moreira
Rua Clodomiro de Oliveira, 800 - Jd Andrade
057350-120 - São Paulo - SP
Tel.: (11) 5844-9130


RESÍDUOS DE GESSO NA CONSTRUÇÃO CIVIL
COLETA, ARMAZENAGEM E DESTINAÇÃO PARA RECICLAGEM



ÍNDICE

-Introdução
-Gestão Ambiental do Gesso na Obra
-Uso do Gesso
-
Coleta
-Armazenagem
-Transporte
-Destinação
-Reciclagem do Gesso
-Logística Auto-Reversa
-Conclusões
-Apêndice
-Processamento do Gesso
-Normas Técnicas
-Chapas para Drywall
-Legislação

Introdução


O uso do gesso na construção civil brasileira vem crescendo
gradativamente ao longo dos últimos anos. Ganhou impulso a partir de
meados da década de 1990, com a introdução da tecnologia drywall nas
vedações internas de todos os tipos de edificações no país. A isso se
somam todos os usos tradicionais do gesso como material de
revestimento, aplicado diretamente em paredes e tetos, e como material
de fundição, utilizado na produção de placas de forro, sancas, molduras e
outras peças de acabamento.



Todas essas utilizações geram resíduos. E a gestão destes, da mesma
forma que ocorre com outros materiais empregados nos canteiros de
obras, passou a demandar atenção cada vez maior dos construtores, em
razão das rigorosas exigências da legislação ambiental brasileira.




 
Gestão Ambiental do Gesso na Obra





Uma boa gestão ambiental do canteiro de obras não tem como objetivo
apenas cumprir a legislação. Gera qualidade, produtividade, contribui para a
diminuição de acidentes de trabalho e ainda reduz os custos de produção do
empreendimento e de destinação dos resíduos. O grande benefício para o
meio ambiente é a geração de menos resíduos e a menor utilização de
recursos naturais.
Nesse sentido, a gestão dos resíduos de gesso, nas diversas formas em que
é aplicado na construção civil, merece cuidados específicos, desde a escolha
do material, passando pelo treinamento dos aplicadores e a utilização do
produto, até a fase de coleta, segregação, transporte e destinação dos
resíduos. Esses cuidados serão explicados nas páginas a seguir.


Uso do Gesso

Em ordem de importância, pelo volume de resíduos gerados nas obras,
estão os seguintes materiais produzidos à base de gesso:



Gesso para revestimento



Placas



decoracoes_de_gesso

Ornamentos de gesso fundido




Chapas para drywall




Massas


Utilizadas para o tratamento das juntas dos sistemas de paredes, tetos e
revestimentos que utilizam a tecnologia drywall.



Coleta

Todos os resíduos de gesso devem ser coletados e armazenados em
local específico nos canteiros, separados de outros materiais como
madeira, metais, papéis, plástico, restos de alvenaria (tijolos, blocos,
argamassa) e lixo orgânico.
A coleta seletiva ou diferenciada melhora a qualidade do resíduo a ser
enviado para a reciclagem, tornando-a mais fácil. Nesse sentido, o
treinamento da mão-de-obra envolvida nas operações com gesso –
incluindo os prestadores de serviços terceirizados – é fundamental para a
obtenção de melhores resultados para todos.



Armazenagem

O local de armazenagem dos resíduos de gesso na obra deve ser seco.
armazenagem pode ser feita em baia com piso concretado ou em caçamba.




Em ambos os casos, o local deve ser coberto e protegido das chuvas e
outros possíveis contatos com água.




 
Transporte

O transporte dos resíduos deve obedecer às regras estabelecidas pelo
órgão municipal responsável por meio ambiente e/ou limpeza pública,
inclusive no que diz respeito à sua adequada documentação. Os
transportadores também devem ser cadastrados nesses órgãos municipais.
Abaixo, um exemplo de guia de Controle de Transporte de Resíduos (CTR)
adotada pelo Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb) da Prefeitura de
São Paulo.


formulario_transporte

Este documento é emitido em quatro vias:
1ª via - LIMPURB
2ª via - GERADOR
3ª via - UNIDADE DE DESTINAÇÃO
4ª via - FIXA/TRANSPORTADOR




Destinação


Já estão em operação em vários municípios brasileiros ATTs (Áreas de
Transbordo e Triagem) licenciadas pelas respectivas prefeituras para
receber resíduos de gesso, entre outros.


Unidades de recebimento de resíduos de gesso:

ATT Pari
Luiz Antonio de Toledo
Rua Joaquim Carlos, 870 - Pari
03015-900 - São Paulo - SP
Tel.: (11) 6618-1384

Aterro Sete Praias
José Rubens de Paiva Gomes
Rua Josephina Gianini Elias, 499 - Sete Praias
04476-000 - São Paulo - SP
Tel.: (11) 5674-0833

Engessul
Rua Lorival Ramos, s/n – Vila Nova*
Imbituba, SC
Tel.: (48) 3255-0550

Gramadus
Julio Alves Rios
Av. Centauro, 645 - Distrito Industrial Riacho das Pedras
32242-000 - Contagem - MG
Tel.: (31) 3396-1511

Morelix
Antonio Moreira
Rua Clodomiro de Oliveira, 800 - Jd Andrade
057350-120 - São Paulo - SP
Tel.: (11) 5844-9130

Existem empresas que respondem pela coleta dos resíduos nas obras,
mediante o pagamento de uma determinada taxa por metro cúbico, e
depois de triá-los e homogeneizá-los, os vendem para os setores que farão
a sua reciclagem.

Reciclagem do Gesso

Após sua separação de outros resíduos da construção, os resíduos do
gesso readquirem as características químicas da gipsita, minério do qual
se extrai o gesso. Desse modo, o material limpo pode ser utilizado
novamente na cadeia produtiva.
Desde o final da década de 1990, vêm sendo pesquisados métodos de
reciclagem do gesso e já se avançou de forma significativa em pelo menos
três frentes de reaproveitamento desse material:

- indústria cimenteira, para a qual o gesso é um ingrediente útil e
necessário, que atua como retardante de pega do cimento.
- setor agrícola, no qual o gesso é utilizado como corretivo da acidez do
solo e na melhoria das características deste.
- indústria de transformação do gesso, que pode reincorporar seus
resíduos, em certa proporção, em seus processos de produção (opção
muito pouco utilizada, na prática).

Essas três frentes de reaproveitamento já foram largamente testadas,
sendo não só tecnicamente possíveis, como economicamente viáveis.
Portanto, representam importantes contribuições à sustentabilidade da
construção civil brasileira.



Logística Auto-Reversa

Na logística auto-reversa, cada segmento da cadeia mostrada no diagrama
responde pelo encaminhamento dos resíduos ao segmento anterior. São
várias as possibilidades: o distribuidor pode receber da construtora os
resíduos da obra e encaminhá-los à ATT; da mesma forma, o montador
pode receber da construtora os resíduos da obra e encaminhá-los à ATT;
eventualmente, a própria construtora pode encaminhar os resíduos da
obra para a ATT.
O envio dos resíduos para o segmento que irá reaproveitá-lo é sempre feito
pela ATT.



Conclusões

Por suas características, o gesso utilizado na construção civil, nas várias
formas citadas neste documento, apresenta baixo impacto ambiental e,
portanto, é compatível com as crescentes exigências de sustentabilidade
das atividades econômicas, notadamente no setor construtivo.
Esse fator positivo é reforçado pelo fato de que os resíduos do gesso
utilizado na construção podem ser reciclados com facilidade,
principalmente pela indústria cimenteira, segmento no qual o seu
reaproveitamento mostra-se particularmente econômico.
A esse aspecto soma-se outro: já há ATTs (Áreas de Transbordo e Triagem)
devidamente estruturadas para receber esses resíduos e prepará-los para
reaproveitamento industrial.


´
APÊNDICE

- Processamento do Gesso
- Normas Técnicas
- Legislação Ambiental





Processamento do gesso


O gesso é obtido por meio da calcinação (decomposição a quente) da
gipsita, mineral encontrado em abundância em toda a superfície terrestre.
Nessa reação, o mineral, cuja fórmula é CaSO4, 2 H2O (sulfato de cálcio bihidratado)
perde uma molécula e meia de água, transformando-se em
gesso, cuja fórmula é CaSO4, 1/2 H2O (sulfato de cálcio semi-hidratado). No
processo de calcinação, também são separadas da gipsita as impurezas
normalmente associadas a ela, como salgema e calcários, entre outras.
De acordo com a velocidade da calcinação, a decomposição da gipsita
pode resultar em gesso alfa, com cristais grandes e regulares, ou gesso
beta, com cristais pequenos e irregulares.



Normas Técnicas

As normas técnicas brasileiras que dispõem sobre o uso do gesso na
construção civil são as seguintes:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10004:
resíduos sólidos classificação. Rio de Janeiro, 2004a. 71 p.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10005: procedimento
para obtenção de extrato lixiviado de resíduos sólidos.
Rio de Janeiro, 2004b.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10006: procedimento
para obtenção de extrato solubilizado de resíduos sólidos. Rio de Janeiro,
2004c. 3 p.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10007: amostragem de
resíduos sólidos.
Rio de Janeiro, 2004d. 21 p.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12127:
gesso para construção: determinação das propriedades físicas do pó.
Rio de Janeiro, 1991a. 4 p.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12128:
gesso para construção: determinação das propriedades físicas da pasta. Rio de
Janeiro, 1991b. 3 p.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12129:
gesso para construção: determinação das propriedades mecânicas.
Rio de Janeiro, 1991c. 5p.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12130:
gesso para construção: determinação da água livre e de cristalização
e teores de óxido de cálcio e anidrito.
Rio de Janeiro, 1991d. 3 p.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13207:
gesso para construção civil.
Rio de Janeiro, 1994. 2 p.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, NBR 15112:
resíduos da construção civil e resíduos volumosos - áreas de transbordo e
triagem - diretrizes para projeto, implantação e operação.
Rio de Janeiro, 2004, 7p
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, NBR 15112:
resíduos sólidos da construção civil e resíduos inertes - aterros - diretrizes para
projeto, implantação e operação.
Rio de Janeiro, 2004, 12p
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, NBR 15112:
resíduos sólidos da construção civil - áreas de reciclagem - diretrizes para
projeto, implantação e operação.
Rio de Janeiro, 2004, 7p 21



Chapas para Drywall

No caso específico das chapas para drywall, estas são produzidas por
meio de um processo de laminação contínua de uma mistura de gesso,
água e aditivos prensada entre duas lâminas de cartão. As chapas devem
ser produzidas de acordo com as seguintes normas técnicas da ABNT:
NBR 14715:2001, NBR 14716:2001 e NBR 17717:2001. Há três tipos
básicos de chapas para drywall:




ST (Standard) – para uso geral em áreas secas.
RU (Resistente à Umidade) – contém hidrofugantes em sua fórmula e é
indicada para uso em áreas sujeitas a umidade por tempo limitado e de
forma intermitente.
RF (Resistente ao Fogo) – contém retardantes de chama em sua
fórmula e é indicada para áreas secas nas quais se exija um
desempenho superior frente ao fogo.
Obs.: outros tipos, como chapas acústicas para forro e chapas com
pequena espessura para uso em superfícies curvas, são derivadas das
citadas acima.



Legislação

RESOLUÇÃO Nº 307, DE 5 DE JULHO DE 2002

Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da
construção civil.
O CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE-CONAMA, no uso das competências
que lhe foram conferidas pela Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981,
regulamentada pelo Decreto nº 99.274, de 6 de julho de 1990, e tendo em vista o
disposto em seu Regimento Interno, Anexo à Portaria nº 326, de 15 de dezembro
de 1994, e considerando a política urbana de pleno desenvolvimento da função
social da cidade e da propriedade urbana, conforme disposto na Lei nº 10.257, de
10 de julho de 2001;
Considerando a necessidade de implementação de diretrizes para a efetiva
redução dos impactos ambientais gerados pelos resíduos oriundos da construção
civil;
Considerando que a disposição de resíduos da construção civil em locais
inadequados contribui para a degradação da qualidade ambiental;
Considerando que os resíduos da construção civil representam um significativo
percentual dos resíduos sólidos produzidos nas áreas urbanas;
Considerando que os geradores de resíduos da construção civil devem ser
responsáveis pelos resíduos das atividades de construção, reforma, reparos e
demolições de estruturas e estradas, bem como por aqueles resultantes da
remoção de vegetação e escavação de solos;
Considerando a viabilidade técnica e econômica de produção e uso de materiais
provenientes da reciclagem de resíduos da construção civil;
Considerando que a gestão integrada de resíduos da construção civil deverá
proporcionar benefícios de ordem social, econômica e ambiental, resolve:
Art. 1º Estabelecer diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos
resíduos da construção civil, disciplinando as ações necessárias de forma a
minimizar os impactos ambientais.
Art. 2º Para efeito desta Resolução, são adotadas as seguintes definições:
I- Resíduos da construção civil: são os provenientes de construções, reformas,
reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação
e da escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em
geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados,
forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos,
tubulações, fiação elétrica etc., comumente chamados de entulhos de obras, caliça
ou metralha.
II- Geradores: são pessoas, físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, responsáveis
por atividades ou empreendimentos que gerem os resíduos definidos nesta
Resolução.

RESOLUÇÃO Nº 307, DE 5 DE JULHO DE 2002

III - Transportadores: são as pessoas, físicas ou jurídicas, encarregadas da coleta e
do transporte dos resíduos entre as fontes geradoras e as áreas de destinação.
IV- Agregado reciclado: é o material granular proveniente do beneficiamento de
resíduos de construção que apresentem características técnicas para a aplicação
em obras de edificação, de infra-estrutura, em aterros sanitários ou outras obras de
engenharia.
V- Gerenciamento de resíduos: é o sistema de gestão que visa reduzir, reutilizar ou
reciclar resíduos, incluindo planejamento, responsabilidades, práticas,
procedimentos e recursos para desenvolver e implementar as ações necessárias
ao cumprimento das etapas previstas em programas e planos;
VI- Reutilização: é o processo de reaplicação de um resíduo, sem transformação
do mesmo;
VII- Reciclagem: é o processo de reaproveitamento de um resíduo, após ter sido
submetido à transformação;
VIII- Beneficiamento: é o ato de submeter um resíduo à operações e/ou processos
que tenham por objetivo dotá-los de condições que permitam que sejam utilizados
como matéria-prima ou produto;
IX- Aterro de resíduos da construção civil: é a área onde serão empregadas
técnicas de disposição de resíduos da construção civil Classe "A" no solo, visando a
reservação de materiais segregados de forma a possibilitar seu uso futuro e/ou
futura utilização da área, utilizando princípios de engenharia para confiná-los ao
menor volume possível, sem causar danos à saúde pública e ao meio ambiente;
X- Áreas de destinação de resíduos: são áreas destinadas ao beneficiamento ou à
disposição final de resíduos.
Art. 3º Os resíduos da construção civil deverão ser classificados, para efeito
desta Resolução, da seguinte forma:
I- Classe A - são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais
como:
a) de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras
obras de infra-estrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem;
b) de construção, demolição, reformas e reparos de edificações: componentes
cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento etc.), argamassa e
concreto;
c) de processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em
concreto (blocos, tubos, meios-fios etc.) produzidas nos canteiros de obras;
II- Classe B - são os resíduos recicláveis para outras destinações, tais como:
plásticos, papel/papelão, metais, vidros, madeiras e outros;
III- Classe C - são os resíduos para os quais não foram desenvolvidas
tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua
reciclagem/recuperação, tais como os produtos oriundos do gesso;
IV- Classe D - são os resíduos perigosos oriundos do processo de construção,
tais como: tintas, solventes, óleos e outros, ou aqueles contaminados oriundos
de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações
industriais e outros.
Art. 4º Os geradores deverão ter como objetivo prioritário a não geração de
resíduos e, secundariamente, a redução, a reutilização, a reciclagem e a
destinação final.
§ 1º Os resíduos da construção civil não poderão ser dispostos em aterros de
resíduos domiciliares, em áreas de "bota fora", em encostas, corpos d`água,
lotes vagos e em áreas protegidas por Lei, obedecidos os prazos definidos no
art. 13 desta Resolução.

§ 2º Os resíduos deverão ser destinados de acordo com o disposto no art. 10
desta Resolução.
Art. 5º É instrumento para a implementação da gestão dos resíduos da
construção civil o Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção
Civil, a ser elaborado pelos Municípios e pelo Distrito Federal, o qual deverá
incorporar:
I- Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil; e
II- Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil.
Art 6º Deverão constar do Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da
Construção Civil:
I- as diretrizes técnicas e procedimentos para o Programa Municipal de
Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil e para os Projetos de
Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil a serem elaborados pelos
grandes geradores, possibilitando o exercício das responsabilidades de todos
os geradores.
II- o cadastramento de áreas, públicas ou privadas, aptas para recebimento,
triagem e armazenamento temporário de pequenos volumes, em conformidade
com o porte da área urbana municipal, possibilitando a destinação posterior dos
resíduos oriundos de pequenos geradores às áreas de beneficiamento;
III- o estabelecimento de processos de licenciamento para as áreas de
beneficiamento e de disposição final de resíduos;
IV- a proibição da disposição dos resíduos de construção em áreas não
licenciadas;
V- o incentivo à reinserção dos resíduos reutilizáveis ou reciclados no ciclo
produtivo;
VI- a definição de critérios para o cadastramento de transportadores;
VII- as ações de orientação, de fiscalização e de controle dos agentes
envolvidos;
VIII- as ações educativas visando reduzir a geração de resíduos e possibilitar a
sua segregação.
Art 7º O Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos da Construção
Civil será elaborado, implementado e coordenado pelos municípios e pelo
Distrito Federal, e deverá estabelecer diretrizes técnicas e procedimentos para
o exercício das responsabilidades dos pequenos geradores, em conformidade
com os critérios técnicos do sistema de limpeza urbana local.
Art. 8º Os Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil serão
elaborados e implementados pelos geradores não enquadrados no artigo
anterior e terão como objetivo estabelecer os procedimentos necessários para
o manejo e destinação ambientalmente adequados dos resíduos.
§ 1º O Projeto de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil, de
empreendimentos e atividades não enquadrados na legislação como objeto de
licenciamento ambiental, deverá ser apresentado juntamente com o projeto do
empreendimento para análise pelo órgão competente do poder público
municipal, em conformidade com o Programa Municipal de Gerenciamento de
Resíduos da Construção Civil.
§ 2º O Projeto de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil de atividades
e empreendimentos sujeitos ao licenciamento ambiental, deverá ser analisado
dentro do processo de licenciamento, junto ao órgão ambiental competente.

Art. 9º Os Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil
deverão contemplar as seguintes etapas:
I- caracterização: nesta etapa o gerador deverá identificar e quantificar os
resíduos;
II- triagem: deverá ser realizada, preferencialmente, pelo gerador na origem, ou
ser realizada nas áreas de destinação licenciadas para essa finalidade,
respeitadas as classes de resíduos estabelecidas no art. 3º desta Resolução;
III- acondicionamento: o gerador deve garantir o confinamento dos resíduos
após a geração até a etapa de transporte, assegurando em todos os casos em
que seja possível, as condições de reutilização e de reciclagem;
IV- transporte: deverá ser realizado em conformidade com as etapas anteriores
e de acordo com as normas técnicas vigentes para o transporte de resíduos;
V- destinação: deverá ser prevista de acordo com o estabelecido nesta
Resolução.
Art. 10º Os resíduos da construção civil deverão ser destinados das
seguintes formas:
I- Classe A: deverão ser reutilizados ou reciclados na forma de agregados, ou
encaminhados a áreas de aterro de resíduos da construção civil, sendo
dispostos de modo a permitir a sua utilização ou reciclagem futura;
II- Classe B: deverão ser reutilizados, reciclados ou encaminhados a áreas de
armazenamento temporário, sendo dispostos de modo a permitir a sua
utilização ou reciclagem futura;
III- Classe C: deverão ser armazenados, transportados e destinados em
conformidade com as normas técnicas especificas.
IV- Classe D: deverão ser armazenados, transportados, reutilizados e
destinados em conformidade com as normas técnicas específicas.
Art. 11º Fica estabelecido o prazo máximo de doze meses para que os
municípios e o Distrito Federal elaborem seus Planos Integrados de
Gerenciamento de Resíduos de Construção Civil, contemplando os Programas
Municipais de Gerenciamento de Resíduos de Construção Civil oriundos de
geradores de pequenos volumes, e o prazo máximo de dezoito meses para sua
implementação.
Art. 12º Fica estabelecido o prazo máximo de vinte e quatro meses para que
os geradores, não enquadrados no art. 7º, incluam os Projetos de
Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil nos projetos de obras a serem
submetidos à aprovação ou ao licenciamento dos órgãos competentes,
conforme §§ 1º e 2º do art. 8º.
Art. 13º No prazo máximo de dezoito meses os Municípios e o Distrito
Federal deverão cessar a disposição de resíduos de construção civil em aterros
de resíduos domiciliares e em áreas de "bota fora".
Art. 14º Esta Resolução entra em vigor em 2 de janeiro de 2003.

JOSÉ CARLOS CARVALHO
Presidente do Conselho
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Fonte:


Associação Brasileira dos Fabricantes de Chapas para Drywall.


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